segunda-feira, 29 de agosto de 2011

texto

É hora de postar.

Apenas decidi isso. Sempre tive grande amor por esse blog, mas, acho que sou um pai meio ausente para esse filho. Antigamente, postava sempre que tinha uma decepção, sempre que estava triste, sempre que qualquer coisa acontecia... E claro, postava apenas por postar também.

Acontece, que as pessoas não me decepcionam mais. Quer dizer, as pessoas sempre decepcionam, mas são decepções esperadas... Como naquelas conversas onde a outra pessoa fica em silencio e você simplesmente diz o que ela sabe que ia dizer... Ando sendo assim. Não consigo sequer sentir raiva ou rancor, guardar mágoas, me revoltar...

Os dias se seguem sem grandes novidades, e, mesmo quando há uma novidade, não consigo ver nada de grandioso, nada de tão fantástico que me motive a escrever. Existem, entretanto, coisas inesperadas que acontecem raramente (a ultima foi em junho, eu acho) e que me enchem de um sentimento e um torpor tão grande que sequer consigo escrever.
Mas eu gosto de escrever, sinto falta...

Decidi então escrever esse post, e deu vontade de escrever um livro... Mas não sei sobre o que escreveria um livro. Então resolvi ficar apenas com o post, embora também não soubesse sobre o que faria o post, é mais fácil 20 linhas sem saber o que se faz do que 20 capítulos...

Se bem que estou a 22 anos...


E ia encerrar naquelas reticências ali atrás, mas, como ainda não tinham dado as 20 linhas, resolvi continuar. E ao citar meus 22 anos, lembrei que já há algum tempo não faço nenhuma retrospectiva... Afinal, porque fazer? Não vivi grandes guerras, não venci grandes amores (sim, guerras para serem vividas e amores pra serem vencidos), não fiz, sequer, alguma grande merda... Menos mal.
As linhas que pulei também contam?

Poderiam contar, não que eu realmente importo com as linhas... Mas, sempre que escrevo uma coisa que não gosto, (o que ocorre sempre) tenho a impressão que na próxima frase tudo há de mudar, pegarei o rumo da coisa, escreverei 50 linhas de uma história coesa e bonita, ou inteligente, se bem que a beleza pode ser inteligente e um texto inteligente pode ser belo, e hoje, eu estou com preguiça de escrever 50 linhas.
Embora eu tenha tido uma epifania, a qual seria crueldade não compartilhar...


O Que Nos Move?

Ando em um ano muito bom. Na verdade, um ano normal, mas, em vista dos anos passados esse tem sido ótimo. Planos, sonhos, futuras conquistas... E uma mesma solidão bem resolvida que me acompanha desde os meus 18 aninhos, quase... E é sobre essa solidão que quero falar, na verdade, sobre essa solidão que me move.
Acima, disse que tenho sempre a sensação que na próxima frase tudo vai mudar. Acho que mora ai os resquícios do grande romântico outrora fora. E mora ai o segredo que me move... Tenho a impressão que naquela esquina tudo vai mudar, que no amanhecer de um novo dia tudo se transforma, que a vida simplesmente seria mais bonita. Ponto.
Pena que a esquina é sempre a mesma, os dias, sempre os mesmos. As vezes, no transito, tenho vontade de parar, tirar a maquina fotográfica da mochila e fotografar uma cena linda que vi. Mas o sinal abre, o relógio gira, estou atrasado e tenho que partir... As vezes, vejo um sorriso lindo no rosto de uma mulher, mas meu mau-humor cotidiano o apaga, e já é tarde demais para voltar atrás...
As vezes tenho vontade de mudar tudo, morar na fazenda, virar peão, sair da faculdade, estudar engenharia, medicina, direito... Sair viajando sem destino, tenho sonhos bonitos sabe? Sonhos poéticos, românticos, e alguns até envolvem amor... Ahhh o amor.
Lembro do tempo que eu tinha a audácia até de escrever sobre o amor. Me dizia sábio, conhecedor. Eis um tempo em que eu até amava. Ou achava amar, ou melhor, se eu soubesse o que amor talvez acharia que naquele tempo eu amava. Não sei. Prefiro talvez nem saber.
As vezes acordo ainda sonhando e sonho ainda acordado, com um sorriso belo e misterioso, um brilho de olhos que não me olham, beijos que não me tocam, amor que eu não sinto. As vezes quero acreditar que as coisas simplesmente dão certo. Mas as pessoas não tem coragem de simplesmente fazer o certo, e o cômodo toma conta daquilo tudo que é certo...
E não sou cômodo, nem cômoda, nem acomodado. Não poder (amar) me incomoda mais do que não querer. Não fazer (amor) quando se quer é mais triste do fazer o que não se pode.
Aos amigos, digo, não corras daquilo que quer. O Amor as vezes é como a fome, Não comer não vai espantar a fome, nem fazer esquecê-la. Me amar hoje não vai te satisfazer eternamente. Amanhã você vai sentir fome... E, uma hora, eu posso simplesmente não estar lá. Estar sentado, do outro lado da rua, e você não vai ter coragem de atravessar...

Pronto,
pra quem chegou até aqui, poutz, parabéns, santa paciência a sua, amigo.