sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Desculpas...

Eu sei, a culpa eh minha, e estou aqui para um pedido público de desculpas.

Sei que sou grosso as vezes, que não te dou a devida atenção, o devido cuidado... Que as vezes peço de você muito mais do que você pode me dar, e isso te "Torra". Espero que entenda que isso faz parte do meu jeito. Não consigo "não te usar", por mais que eu não negue todo o sentimento que há entre a gente... Agir assim contigo é inevitável.

Mesmo assim, juro que nunca quis que isso nos acontecesse... Ainda mais assim, tão rápido e drasticamente.

Sinto sua falta do meu lado hoje, me apoiando sempre que preciso. E espero que voltemos ao normal em breve... Não conseguirira viver sem você do meu lado, ou, se conseguisse, sofreria muito por isso...

Voce não sabe como doeu em mim ouvir aquilo. E foi tão rápido, eu não tinha percebido o que estava fazendo com a gente.
Desculpe-me, amado notebook, por te deixar cai hoje.


Fernando Mota

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

(Reblog:) E o que que está acontecendo aqui?

.Texto copiado discaradamente do truta lá de MG,  Matheus Muniz.

Tem coisas que não dá pra entender em um namoro. Alguns vão dizer: “a mulher, por exemplo”. Claro, com razão, mas a questão não é só essa. Me refiro a alguns comportamentos específicos do gênero que feminino que, se não chegam a desabonar todas as mulheres do mundo, ao menos colocam em xeque a sua tão defendida (pelas feministas) “superioridade intelectual”

A primeira delas, impossível não citar, é a famosa sessão de DR. O que leva uma mulher a acordar o namorado no meio do sono pra brigar por conta de, digamos, um recado no orkut? Uma mensagem de celular? Um história que ouviu falar do primo daquela vizinha da moça que trabalha na lanchonete na porta da escola do sobrinho?

Discutir a Relação é algo como você pegar um fusca com problema e chamar uma equipe de análise e uma CPI pra apurar os motivos que levaram ao defeito, sendo que um mecânico esperto resolveria tudo com um alicate e uma chave de fenda.

Outra coisa curiosa é como elas reagem a uma briga. Dois homens brigam, se xingam, se ofendem, resolvem seus problemas e vão cada um prum canto. No outro dia, está tudo em paz, a briga foi ontem. Entre um homem e uma mulher isso não acontece. Se depois de uma briga vocês fazem as pazes e não ficam de denguinhos e mimimis, volta-se ao velho DR. “Está mesmo tudo bem?”, “Você não está chateado com nossa briga?”, “Tem certeza?”, “Por quê você não se abre?”… Dá vontade de dizer: “Está tudo bem, eu só quero meia hora de DISTÂNCIA”. Mas é claro que isso daria um outro DR.

Nessas horas, quando o caldo engrossa, elas vêm com as táticas de “sedução”. Tudo são dengos, fica lembrando “momentos bonitinhos do namoro”, fazendo declarações quase desesperadas de carinho, fidelidade e lealdade. Não chega a ser digno de pena, mas de um certo desconforto. Vamos todos contar pras mulheres que pra nós uma briga sempre acaba no “beleza, então está tudo bem”? Vai poupá-las de se gastarem tanto por coisas que uma noite bem dormida já vão resolver.
Afinal de contas, nem tudo se resolve com alicate e chave de fenda.
Um sorriso.
Um beijo,
Um olhar.
Aquela mesma pinta...

Mares, de possibilidades, continuam a me atrair...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

texto

É hora de postar.

Apenas decidi isso. Sempre tive grande amor por esse blog, mas, acho que sou um pai meio ausente para esse filho. Antigamente, postava sempre que tinha uma decepção, sempre que estava triste, sempre que qualquer coisa acontecia... E claro, postava apenas por postar também.

Acontece, que as pessoas não me decepcionam mais. Quer dizer, as pessoas sempre decepcionam, mas são decepções esperadas... Como naquelas conversas onde a outra pessoa fica em silencio e você simplesmente diz o que ela sabe que ia dizer... Ando sendo assim. Não consigo sequer sentir raiva ou rancor, guardar mágoas, me revoltar...

Os dias se seguem sem grandes novidades, e, mesmo quando há uma novidade, não consigo ver nada de grandioso, nada de tão fantástico que me motive a escrever. Existem, entretanto, coisas inesperadas que acontecem raramente (a ultima foi em junho, eu acho) e que me enchem de um sentimento e um torpor tão grande que sequer consigo escrever.
Mas eu gosto de escrever, sinto falta...

Decidi então escrever esse post, e deu vontade de escrever um livro... Mas não sei sobre o que escreveria um livro. Então resolvi ficar apenas com o post, embora também não soubesse sobre o que faria o post, é mais fácil 20 linhas sem saber o que se faz do que 20 capítulos...

Se bem que estou a 22 anos...


E ia encerrar naquelas reticências ali atrás, mas, como ainda não tinham dado as 20 linhas, resolvi continuar. E ao citar meus 22 anos, lembrei que já há algum tempo não faço nenhuma retrospectiva... Afinal, porque fazer? Não vivi grandes guerras, não venci grandes amores (sim, guerras para serem vividas e amores pra serem vencidos), não fiz, sequer, alguma grande merda... Menos mal.
As linhas que pulei também contam?

Poderiam contar, não que eu realmente importo com as linhas... Mas, sempre que escrevo uma coisa que não gosto, (o que ocorre sempre) tenho a impressão que na próxima frase tudo há de mudar, pegarei o rumo da coisa, escreverei 50 linhas de uma história coesa e bonita, ou inteligente, se bem que a beleza pode ser inteligente e um texto inteligente pode ser belo, e hoje, eu estou com preguiça de escrever 50 linhas.
Embora eu tenha tido uma epifania, a qual seria crueldade não compartilhar...


O Que Nos Move?

Ando em um ano muito bom. Na verdade, um ano normal, mas, em vista dos anos passados esse tem sido ótimo. Planos, sonhos, futuras conquistas... E uma mesma solidão bem resolvida que me acompanha desde os meus 18 aninhos, quase... E é sobre essa solidão que quero falar, na verdade, sobre essa solidão que me move.
Acima, disse que tenho sempre a sensação que na próxima frase tudo vai mudar. Acho que mora ai os resquícios do grande romântico outrora fora. E mora ai o segredo que me move... Tenho a impressão que naquela esquina tudo vai mudar, que no amanhecer de um novo dia tudo se transforma, que a vida simplesmente seria mais bonita. Ponto.
Pena que a esquina é sempre a mesma, os dias, sempre os mesmos. As vezes, no transito, tenho vontade de parar, tirar a maquina fotográfica da mochila e fotografar uma cena linda que vi. Mas o sinal abre, o relógio gira, estou atrasado e tenho que partir... As vezes, vejo um sorriso lindo no rosto de uma mulher, mas meu mau-humor cotidiano o apaga, e já é tarde demais para voltar atrás...
As vezes tenho vontade de mudar tudo, morar na fazenda, virar peão, sair da faculdade, estudar engenharia, medicina, direito... Sair viajando sem destino, tenho sonhos bonitos sabe? Sonhos poéticos, românticos, e alguns até envolvem amor... Ahhh o amor.
Lembro do tempo que eu tinha a audácia até de escrever sobre o amor. Me dizia sábio, conhecedor. Eis um tempo em que eu até amava. Ou achava amar, ou melhor, se eu soubesse o que amor talvez acharia que naquele tempo eu amava. Não sei. Prefiro talvez nem saber.
As vezes acordo ainda sonhando e sonho ainda acordado, com um sorriso belo e misterioso, um brilho de olhos que não me olham, beijos que não me tocam, amor que eu não sinto. As vezes quero acreditar que as coisas simplesmente dão certo. Mas as pessoas não tem coragem de simplesmente fazer o certo, e o cômodo toma conta daquilo tudo que é certo...
E não sou cômodo, nem cômoda, nem acomodado. Não poder (amar) me incomoda mais do que não querer. Não fazer (amor) quando se quer é mais triste do fazer o que não se pode.
Aos amigos, digo, não corras daquilo que quer. O Amor as vezes é como a fome, Não comer não vai espantar a fome, nem fazer esquecê-la. Me amar hoje não vai te satisfazer eternamente. Amanhã você vai sentir fome... E, uma hora, eu posso simplesmente não estar lá. Estar sentado, do outro lado da rua, e você não vai ter coragem de atravessar...

Pronto,
pra quem chegou até aqui, poutz, parabéns, santa paciência a sua, amigo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Relacionamentos Viciosos.

Bom, quem me conhece sabe que, embora não goste, passo grande parte do meu tempo pensando. A cabeça viaja, vai longe, teorizo sobre apocalipse um segundo antes de fazer uma observação sobre o decote da moça que passou. E depois volto a pensar no porque do 42...

Ultimamente ando mais egoísta e egocêntrico, ando pensando em mim, nas minhas atitudes, escolhas e formas de ver e viver a vida. Numa dessas, andei pensando sobre o estágio dos relacionamentos atuais, e cheguei a conclusões interessantes que me lembram algumas discussões recentes com grandes amigos, sobre o ciúmes e coisas mais... Quero pois, compartilhá-las.

Vivemos em uma sociedade Liquida (segundo o Conceito Z. Bauman, que aconselho uma boa googlada para quem não conhece) onde somos alimentados por pequenos vícios, pequenos momentos de prazer e deleite. Essa insegurança sobre o amanhã (e porque não sobre o próprio hoje, daqui a meia-hora) aliada a crenças populares vagas e sem fundamento e, as poucas que tem fundamentos, utilizados de forma equivocada e deturpada, levaram os relacionamentos ao um estado Vicioso.

Seja os relacionamentos que nem podem ser chamados assim, as ficadas e pegadas de balada, seja os namoros que se arrastam pelos anos, e até alguns casamentos de mais jovens e menos experientes... ou não. Mas não quero discutir sobre casamento e experiência ou maturidade. Voltando, digo viciosos porque reagimos a eles como reagimos e lidamos com os vícios diversos. Na balada, na micareta, pega-se o máximo possível, em busca de pequenas doses de prazer, em busca da melhor pegada, do melhor “amasso”.

Comportamento semelhante aos que perdem o controle bebendo, e, depois de algumas latinhas, bebem tudo que lhe oferecem e suga gata gota o máximo possível. E depois procura algo novo. Ou como um iniciado que depois de um tempo não se contenta apenas com o tapinha de sempre, e procura novas ervas, novas misturas, pequenas doses de prazer.

Isso, aliada a ideias como “ciúmes é normal e faz bem”, transforma os relacionamentos que deveriam se basear em amizade, cumplicidade e prazer, em relações de POSSE, DOMINIO E PRAZER. Não necessariamente nessa ordem.

Tem-se o outro como uma propriedade sua, cuja única função é ser SEU. Perde-se a individualidade que construiu-se através de anos de aprendizado, pela necessidade de agradar o outro e ser agradado. E, assim, mantém-se em relacionamentos doentios por anos, pelo costume com a droga, e, como com o passar dos anos as doses devem ser maiores, os relacionamentos titubeiam de extremo a extremo, sempre buscando, após a tempestade, “sentir aquilo que sentíamos no começo”.

Esse ciclo vicioso demora anos para se desfazer, e, após repetidas tempestades, e, repetidos dias claros, quando realmente chega ao fim, tem-se duas pessoas perdidas, que não se conhecem quando olham no espelho, e, que não conseguem viver sem alguém para quem dedicar toda sua vida, até se perder novamente.

Ao refletir sobre isso, meio que percebo porque ando evitando tantos relacionamentos ditos “sérios”, quando ainda pequeno, ou melhor, quando ainda menor (porque continuo pequeno, e tenho muito a crescer), decidi que uma das poucas regras que teria na vida seria ser livre de vícios. Qualquer vicio. Não me prender a nada por obrigação, e correr de qualquer coisa que eu percebesse estar roubando mais atenção de mim do que seria saudável.

Tenho conseguido cumprir isso quase ao pé da letra. Os poucos relacionamentos que mantenho sobrevivem por uma série de motivos desinteressados. E isso vai desde os amigos mais próximos e antigos, aonde ficamos até meses, as vezes, sem conversar, e sem diminuir um milésimo por cento nosso grau de amizade, até as amizades mais novas, algumas mais intimas, se baseiam basicamente em amizade, e, depois, quando há, em intimidade ou prazer.

No mais, e finalizando esse grande texto que vai causar preguiça em quem tentar ler, sei que no fundo, pode ser que eu seja apenas uma criança que não aprendeu a amar. Ou um poeta, que também não aprendeu a amar. Talvez um chato, nerd e mau amado que não aprendeu a amar. Ou, apenas um cara, sentado na calçado, observando a vida, as pessoas, os relacionamentos, procurando a forma mais saudável de conduzir sua vida e suas interações, e, tentando a cada dia, aprender um pouco mais sobre o que é amar. Mas, de uma coisa, qualquer um desses que pode ou não ser “eu” sabe: O Amor não é Platônico, Não é Ágape, não é essa coisa que vende livros, filmes e músicas. Simplesmente é amor, e, como diria um poeta (que as vezes faço questão de fingir não conhecer) “Quem Ama de verdade, não sofre.”


Ah, no fundo, posso ser também apenas um cara, sozinho, procurando desculpas pra se manter assim. De qualquer forma, a resposta pra tudo isso eu sei: 42.




Abraços à M. Pantaleão, H. Nunes, R. Vizzotto,amigos amados, e a todos que, de alguma forma, contribuíram para o que hoje, posso dizer que sou.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Fantasias e desejos me consomem.

Fantasias e desejos me consomem.
Se pudesse, vestiria vermelho todos os dias.
Andaria nu.
Ereto em pleno sol de meio dia.

Se pudesse, vestiria vermelho todos os dias.
Mas sou cinza de segunda a sexta.
Vermelho fica sob os panos.
E no calor dos meus olhos.

Mas sou cinza de Segunda a Sexta.
Meu corpo quer gritar, amar, sangrar...
Não se pode amar de cinza.
Se ama sem nada, de vermelho, de preto,
Talvez de amarelo ou roxo.

E Meu Corpo Quer Gritar...
Gritar no escuro, na chuva, no mato.
Meu corpo quer amar...
No escuro, na chuva e no mato.

Saudade do tempo em que correndo na chuva,
Empacotado, Era mais nu do que poderia estar hoje,
Se corresse na mesma chuva, na mesma rua, nu.

Todo emprego é uma Utopia.
Crescer, adulto, responsabilidade e “ideais” são utopias.
Feliz é aquele que consegue esquecer a cada segunda feira dos sonhos que teve na sexta.