terça-feira, 27 de abril de 2010

Sorrisos...

"As vezes,
No silêncio do meu sorriso.
Existe toda a dor,
De viver sem ser compreendido."

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um poema que merecia um Título. (aberto a sugestões)

O vento sopra longe, leve, vadio.
O frio beija minha face,
Na esquina, vejo a morte brincar com a vida.
O sol, ainda em duvida se é noite ou dia.
Enquanto a lua, arredia, espera o sol levantar,
E lhe diz: Bom Dia.

À minha volta, sábios sabiás a cantar.

Do lado de dentro.
O sol insiste em não bater.
Maldigo o telhado que o impede.
Deitado ainda, tento entender o frio que aflige.
Por sobre o edredom, sinto minha pele queimando,
Enquanto me contorço com um frio que não consigo explicar.
Levanto, termômetro, espero, temperatura normal.
Medo.
Esse frio me lembra a dor de perder quem se ama.
Mas não amo, não perco.
Me sinto então como se fosse o frio da saudade.
Mas não há de quem sentir saudades.
As ilusões se foram junto com os amores.
Ou os amores que se foram junto com ilusões.
Não importa, ambos foram,
E fiquei sozinho.
Descobri que mentiras sinceras, nem sempre, interessam.
E que aquilo de antes só do que mal acompanhado
Deve ser seriamente repensado.
Mas não por mim, não agora.
Continuo só.
Com frio.
Com febre.
Por dentro.
Meu coração, inflado, inflamado. Cheio.
De vento...

E o vento frio beija minha face,
Um anjo sopra minha face,
Enquanto a morte beija minha nuca...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Amigos

“E agora eu era herói...”
Só pra constar, ando falando muito que quero fazer as coisas se constarem. Acho que preciso afirmar algo. Fazer notar-se. Perceber-me vivo.


Olhando pro meus pés eu via o rio. Olhando para cima o céu. Olhando para frente o vazio. Meus pés balançavam naquele precipício e, de longe, eu apenas observava. Eu via dois seres, de certa forma alegres e joviais. Eu não os conhecia, mas me eram familiares. Acho que eu não sabia que os conhecia.
Um deles era um garoto, uma criança, quase um bebê. Carregava um luz, um sorriso, uma alegria de viver que era digna dos filmes, daqueles ainda em preto e branco, aqueles que sabiam colorir a vida de quem os assistiam.
Ele não estava sozinho, corria e brincava com uma menina, de cabelos pretos, caídos por sobre o rosto, e apesar do sorriso, trazia no olhar aquele brilho de quem acabara de parar de chorar, redescobrindo a vida como algo incrivelmente belo, bonito e apaixonante. Eu tinha inveja dela. Tinha inveja dele.
Há tempos já não via a vida assim. Já não me apaixonava. Viver era apenas fazer aquilo que os outros esperavam que eu fizesse, de tal forma, que acabara esquecendo aquilo que eu realmente queria fazer. Havia perdido a minha luz. Na falta da luz, a criança que sempre fui, sai para brincar sozinha e fiquei aqui, sentado, nesse abismo.
Olho pro lado e encontro uma velha amiga. Ela também está sentada, ela também balança os pés. Mas ela não olha pra baixo ou pra cima, apenas pro horizonte. Como se sonhasse, como se quisesse sonhar. Seus olhos não sabem o que é choro. A dor de seu olhar toca as estrelas. Suas duvidas deixam a própria duvida perdida. E eu me encontro com as duvidas dela.
Quando volto a sentir o vento, ele me abraça como a criança do meu sonho um dia havia me abraçado. E me rodopia, eu rodopio e acabo encostado nos ombros dessa amiga. E ela nos meus ombros.
A vida, lá embaixo, passa rápida, correndo, alegre e traiçoeira. Daqui de cima, observo. Observamos. Ela quer parar de chorar. Eu quero voltar a sorrir. Ela quer voltar a se ver no espelho, eu quero apenas voltar a ver o espelho. O mundo me abandonou. E quero minha criança de volta.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pessoas

Hoje sentei para escrever um texto.
Escrevi uma página inteira. E era um texto legal,
um texto sobre pessoas e seus erros.
Enquanto escrevia, percebi que aquilo não era legal,
que eu não sou um jornalista do "EGO" pra ficar julgando as pessoas e o que fazem.
E que escrever de pessoas é baixo.

Assim, espero a próxima paixão, próxima decepção amorosa,
próximo amor ou próximo momento de solidão extrema para poder voltar a escrever.

Pessoas, não valem (muito) a pena. O Que você sente talvez valha.

Até (espero eu) breve.


Ah, eu disse talvez...