quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Oi.
Estou aqui curioso. Preciso de descobrir o que isso daqui é pra mim.
Como funciona conversar sozinho em uma sala cheia de gente? Fazer perguntas, Deixar coisas no ar... E apenas você pode responder. E você no caso sou eu, me dá licença, estou falando sozinho.
E, vocês (que dessa vez não sou eu) podem falar, à cada um que me escuta será entregue um formulário para comentário. E esse formulário pode ter réplica. É quase fantástico. E acho que isso daqui é mágica.
Antes fosse. Aqui não há truques. Aqui sou eu, minha cara, meus erros. Minhas paixões e a capacidade de sintetizar todas elas em um único ser. Ou não. Mas agora sim. E continue assim.
E, sendo assim, as vezes fico em dúvida se isso aqui não seria apenas manifestações de meu narcisismo. Seria? (nessas horas, vocês usam seus formulários).
Acho que isso daqui é um espelho, uma montanha de vales aonde grito e espero o eco. eco co o
Mas ele não chega, ele não vem, a resposta não vem e as perguntas continuam. E continuam... E crescem...
E logo me consomem. E eu me canso delas, elas me engolem enquanto assistem eu sentado me assistindo sendo devorado por minhas dúvidas. Sorrio e penso como eu era mais idiota do que sou hoje.
Sou um novo Eu.
E esse novo eu, está aqui, para saber o que é isso daqui...
E, isso d...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Conversa de Bar.

- Opa! E aí?
- Bom?
- Bom.
- Chegou mais cedo, hoje?
- Eu vim às quatro.
- Ah, tá. Daqui a pouco eu vou jantar.
- Eu vou depois.
- É, tá cedo, ainda.
- Ainda mais com esse calor.
- E o rapaz novo, é bom?
- Ele tá dando conta, mas a dona aí parece que não gosta muito dele.
- É amigo do gordão?
- É cunhado.
- Espera aí que eu vou na 33.
- Aproveita e recolhe o da 41.
- Me empresta o isqueiro?
- Ah, chegou o velho do amendoim!
- Qual? Que bebe Antártica com gelo?
- É, aquele cachaceiro.
- Vai lá, tá na tua praça.
- Eu ainda vou cuspir no copo desse cara!
- Ele tá junto com aquele que senta na 47.
- O Armando?
- Aquele de vermelho, que pede Original.
- Já atendeu as coroas da 53?
- Elas pediram suco. - Vou ali atender o Benjamim, ele é gente boa.
- Tá vendo aquele velho que sentou na 30? Ele não serve o copo dele, acredita? Tem que ir lá servir o tempo todo, senão ele vai embora.
- Você tá de brincadeira!
- Sério, cara. Bebe dez cervejas, mas tem que servir o tempo todo.
- Veado!
- Corre, chegou um casal na 60, leva dois copos, ele bebe Skol.
- E fica esperto que o cabeçudo tá aí, hoje.
- O chefe?
- Aquele mala.
- Ele não se engraça pro meu lado mais não. A gente deu uma estranhada outro dia.
- Eu vi, ele ficou todo manso, depois.
- Ele tinha dado uma dura no negão da cozinha.
- Foi? Por quê?
- Porque ele leu um pedido errado. Quando o grandão veio pro meu lado eu devolvi.
- Ele é cheio de coisa.
- E aquele pessoal da 36?
- O menino que atendeu.
- Mas é tua praça.
- Mas ele atendeu, porra, deixa o menino.
- Quem é aquela senhora da 44?
- A viúva do coronel? O cabeçudo disse que tem dez anos que ela vem aqui. O esposo era amigo da Elba.
- Porra!
- Pede a cerveja e dois copos - o do defunto fica lá - e ela bebe sozinha.
- hahahah. Tem gente doida nesse mundo!
- Diz que tem uma grana do caralho, essa velha.
- Faço ideia.
- Você tá pegando por semana?
- O chefe me chamou pra assinar, mas eu vou ficar só esse mês.
- Tou ligado. Vem cá, tem vinte contos pra me emprestar?
- Mais vinte, cuiabano? Te emprestei faz dois dias.
- Mas acabou, porra, você viu o açucar?
- Pede aí pro Josiel que ele deve ter.
- Tem nada, aquele vagabundo, só enrola. Ele tira bem uns quarenta livre aqui todo dia e toma tudo de cachaça.
- Peraí que eu vou atender aquele pessoal que chegou na 58.
- Uai, uai, uai! Que intimidade é aquela com a cliente, malandro?
- hahahaha. Aquela de azul?
- Porra, ela te deu o maior abraço, cara!
- Estuda comigo, eu já fiquei com ela, ano passado.
- Ah, tá de brincadeira!
- Sério.
- Se deu bem. E aquele carinha com ela?
- Sei lá, nunca vi. Mas tem cara de burguês, vou tirar uma notinha dele, ainda.
- Vem cá, e aquela coroa que te deu dez contos?
- Onze. Ficou dando em cima de mim.
- Sabia! e aí?
- E aí o quê?
- O rapaz aí disse que ela pegou o telefone dele. Pegou o seu também não?
- Falou nada disso não.
- Dá o telefone pra ela, cara.
- Eu não, bixo! Tá louco? Deve ter uns 200 anos!
- Moço, larga de ser bobo...
- Manda o Sergião dar o telefone pra ela. Seguinte... vou ali comer.
- Tá, mas não enrola que hoje tá pegando, aqui.
- Beleza, e não esquece da Brahma na 32.
- E os vinte contos?
- Que vinte contos, cuiabano?
- Vai lá comer, vai...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Amanha ao acordar
Quero teu hálito no meu rosto.
Sentir teu cheiro quente,
Ainda debaixo do edredom.

Quero me sentar ao lado da cama,
Abrir um pouco a janela,
Deixar a claridade da alvorada banhar de leve teu corpo nu.
E Observar...

Quero te acordar com um beijo,
Ver seu olho abrindo devagar,
E o sorriso brotando de sua boca.
Sentir teu beijo quente e terno.
Te dizer bem vinda.
Desejar-te um bom dia.
Este é apenas o começo de nossas vidas.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Estava na sétima série e era meio afim de uma garota.
Ela era linda. Ou eu achava que era...
Assim, passou um tempo e um amigo nos apresentou.
Peguei na mão dela, dei os 3 beijinhos de praxe mas não soltei a mão.
Depois do 3° beijinho, olhei pra ela disse: "Nossa, que toque macio você tem."...
Fui tido como idiota.
Me senti idiota...

Idiotas!