terça-feira, 28 de abril de 2009

Anjo torto

Anjo torto.

Tenho andado de olhos vendados,
Cansado das verdades desses mundos,
Cheio de sofrer a dor no olho dos outros,
A dor de quando se ama.
E não sabe parar.

Me sinto um anjo, quase que penalizado,
Quando me sento ao seu lado,
Quase obrigado, e te escuto.
Vejo suas lamurias, suas dores de mulher,
Mas dores infantis. Seus suspiros, a falta de coragem...
E a vontade se ser, não se sabe o quê.

Sou Anjo, mas sou Torto.
Sou Amigo, mas também sou Homem.
E como Homem, tenho raiva do seu menosprezo,
A “menos valia” a qual você se submete.
Seu menosprezo, o abandono dos sonhos.
A falta de brilho em seus olhos...

E como Anjo,
Me compadeço... Procuro ajudar,
Busco alternativas... E me pergunto:
Deus, por quê?

Mas o vento toca frio em minha nuca enquanto você fala,
E vira meu rosto de leve... E vejo sua boca...
E penso? Por que sou anjo?
Por que vejo o que ninguém vê?
Sinto o que eles não sentem.
A quem me dera ser apenas homem,
Sujo, porco e imundo.
Quem me dera não conhecer seus segredos,
Cada vez que, com os meus, toco seus olhos...
Quem me dera ser apenas idiota.

"Sabe, Anjos são sozinhos..."

terça-feira, 21 de abril de 2009

Olha só, quem apareço de repente. Como se por assim dizer: apesar de tudo, ainda vivo. E levemente frustrado pela própria falta assiduidade. Mas ao menos me desculpo: Se por um lado quase abandonei minha ligeira contribuição com a postagem de textos, não deixei de ler um sequer, e senti que "não estava fazendo falta". rs
Outro problema é que a minha criatividade anda desperdiçada em trabalhos acadêmicos e similares. Embora eu tenha vontade de escrever sobre um monte de coisas - desde os absurdo da Sarneylândia até as últimas do horóscopo chinês -, falta tempo (e um pouquinho de disposição) pra colocar idéias no papel virtual e lançar aos olhares alheios. Em se tratando de olhares, ao menos, estamos bem servidos. Temos recebido frequentes e boas visitas, isso estimula.
Nem sei bem por que escrevo tudo isso: se como um pedido de desculpas ou uma promessa de dias melhores, ao melhor modo brasileiro. O fato é que senti de repente uma vontade enorme de conversar e ter que esperar pelas respostas.
Só pra não dizer que não tenho assunto: hoje são já 21 de abril. Lembrei do meu amigão Rômulo, que uns anos atrás fundou Roma só pra se divertir um pouco. Até que deu certo a ideia: roubou umas terrinhas aqui, grilou outras dalí, fez uma fazendona. Aí um carinha brasileiro, sabendo que aqui tudo o planta dá, plantou a idéia de uma Roma no planalto central desta roça. Pena que enterrou ali dois ou três bandidos. Já sabem o que deu.
Lembrei também do Joaquim, companheiro mineiro de muitas cachaças, que puseram enforcado numa corda só porque ele era meio contra a submissão ao governo, o domínio econômico centralizado num estado, essas coisas. Pobre cara, o pior é que morreu careca e o pintaram cabeludo. Vai entender esse povo!
Sem contar que hoje comemoramos - ou comemoraríamos, se estivesse vivo - o 145º aniversário do Max Weber, alemão bom de bola, que defendeu a seleção germânica por... ops, acho que tô me confundindo!
Falando nisso, quem ler isso aqui e não estiver fazendo nada, não perca o incrível Duelo Filosófico: www.youtube.com/watch?v=Puv1gQzKtOs Palavra que vale a pena.
Bom, depois desta postagem mais criativa que a bandeira da Líbia só resta me despedir e prometer (ah,longas promessas!) que novos tempos virão e que eu postarei de quando em vez nem que seja uma babaquicezinha de final de semana só pra não ir perdendo a intimidade com o teclado.

Sinceramente,


Pantaleão.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Momento dor de Cutuvelo.

Como cão sem dono,
Vago sozinho por entre os postes.
Meus olhos a beijar o chão,
Minha boca sonha em tocar seu céu.
E nas duvidas de uma mente sozinha,
Vago...

Se não há nada que possa fazer,
Não me olhe como se tivesse pena,
Vá e siga sua vida, e na próxima esquina,
Esqueça esse pobre moribundo.

A solidão como uma dádiva,
É sempre,
A pobre rotina de um poeta sem amores.


Aproveitando um vento frio que bateu aqui....

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Um texto em 15 minutos.

Um texto em 15 minutos.

Um breve resumo dos meus últimos dias.


Fatos que jamais compreenderei:
Bem, o que é melhor: terminar um namoro de 2 anos e 1 mês, antes que ele complete mais 1 mês, ou deixar completar 3 anos pra perceber que você perdeu 1 ano??
As pessoas dão valor a coisas sem valor, melhor, as pessoas não entendem o valor das coisas. Quando dizemos que o tempo é precioso, não é o tempo que você passou do lado da pessoa que tem valor e não pode ser desperdiçado, é o tempo que você perde com uma pessoa pelo simples motivo de temer o fim. O fim existe sempre, para tudo e para todos.
Vejo sempre pessoas com medo de amar, escutei várias vezes coisas do tipo “medo de gostar de você”, “medo de fazer você sofrer”... Sabe, quando era criança também tinha medo do escuro. Quando fiquei mais velho, tinha medo de apanhar, medo de cair da bicicleta, medo de nadar sozinho... Nem por isso deixei de brincar, ate aprender que a gente não apanha a toa. Não parei de tentar andar de bicicleta, ate entender como tudo funcionava. Não parei de nadar, ate descobrir o que significa limites. Amar não machuca. E mesmo que amar seja muito forte, viver não maxuca. Curtir o momento, fazer o que se tem vontade. Às vezes é bom não planejar, deixar-se apenas viver. Por mais que eu saiba o que eu quero fazer hoje, não sei o que vai acontecer, não sei aonde vou estar amanhã, ou se vou estar.

“É preciso saber viver...”.


Sabe, estou cansado do medo dos outros. Cansado...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Amor?

Amor?
Passeio perdido,
Olho nos pássaros e sonho,
Não sinto o vento que me toca,
Ou a chuva que teima em cair.

Viajo,
Sentado fora de mim,
Vejo o mundo passar,
Um documentário.
Desses que se assiste domingo à tarde,
Deitado no sofá.
Com a TV no mudo,
Pra não atrapalhar o silencio.

Cansado desse mundo patético,
Volto para casa,
Sento na cama,
Olho no espelho e penso em emoção.

Sinto uma vontade imensa de mudar,
Tentar outra cultura.
Cultuar um deus pagão.
Fazer sexo sem ter amor,
E conseguir amar sem querer sexo.