segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Promessa...

Quantos nós somos?
Conheci uma menina, que era mulher.
E Que dizia não ser menina, só mulher.
Quando olho em seus olhos,
Vejo sua alma, risonha,
Como a alma de uma menina brincalhona,
Uma alma alegre, viva, com uma certa pureza...
Mas sua boca me mostrou,
Melhor,
Sua boca me fisgou,
Com uma sensualidade indescritível.
Não é a boca mais linda que já conheci,
Nem sequer o sorriso mais lindo da Terra.
Mas juro é o sorriso mais lindo que já tocou meu coração.
São os olhos mais lindos que já me deixei invadir.
E é a boca... A boca que me desconcerta,
Me deixa louco.
Não é apenas sexy,
Ou apenas sensual, ou apenas bonita.
Ela é tudo,
Transborda tudo...
Uma boca que te olha e te hipnotiza.
Uma boca, que vicia.
Mesmo aqueles, que como eu,
Não conhecem seu gosto.

Este texto prometi a uma mulher,
Que me faz sentir criança.
Quando estou com você,
Só penso em você,
E sou como um menino de 3 anos,
Perdido, impressionado.
Minha vontade é de me entregar em seus braços,
Por o leme de minha vida em suas mãos,
E nesse mar que é você...
Viajar e navegar para sempre.

(Mas peço perdão, sou homem, mas ainda sou criança)


L².....

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sonhei com você dia desses. Estávamos nós dois numa basílica, uma espécie de galeria ou corredor de pedra quase sem nenhum ornamento. O local trazia uma meia-luz e vários tons em vermelho. Dos dois lados, nas paredes, uma exposição de artes plásticas: Quadros e cores fortes, com enorme apelo erótico. Havia também no cheiro ambiente qualquer coisa de afrodisíaco e eu não sabia distinguir o quê. Não havia tempo, no entanto, de parar frente a qualquer tela. O corredor nos impelia sempre para frente e tantas pessoas queriam ver que não podíamos nos dar mais que alguns segundos observando cada quadro. Mais para frente, as imagens ficavam cada vez mais sensuais e explícitas, e passavam a se misturar com imagens sacras e outras satíricas. O ritmo da caminhada também acelerava e era como se faltasse ar e precisávamos ir cada vez mais depressa, quase alucinados. As vozes e os cheiros tomavam todo o ambiente e suávamos, sufocados. Por fim saíamos de lá direto para um pátio enorme, circular, abobadado, todo em mármore branco. O teto semicircular deixava entrar e fazia mais incidentes os raios do sol e eu ficava impressionado, bestificado com a beleza do lugar. Olhava para cima e em volta extasiado, nessa hora estávamos sós nós dois. Você, todavia, estava cega pela luminosidade. Eu dizia: “Olha, amor, como é lindo, fantástico.”. E você não via. Não via nada e não entendia nada.