segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Quero escrever sobre mulheres e o que elas são.
Mas,
Quem sou eu para isso?

Das mulheres nada sei,
Conheço um pouco ali,
Algo mais acolá...
E nada muito alem disso...

Sou poeta sabe,
Do tipo Romantico Revoltado.

Das mulheres só entendo das paixões,
Minhas paixões.

Entendo que mulheres são flores.
Algumas lindas de se ver,
Outras de toque macio,
como Seda.
Outras perigosas,
Venenosas...
E algumas que, por Deus,
Preferia não conhecer...

Se me perguntassem de qual mais gosto,
Ficaria mudo.
Gosto daquilo que me enfeitiça,
Que me surpreende...
Gosto do que é novo.
Mas,
acho que gosto das venenosas...
Aquelas de perfume doce,
olhar meigo,
Pele delicada...
E...
Bem,
se te contasse, não teria mais graça.
O Bom do Veneno,
é o medo de não se ter a cura.

"Cresça e Apareça..."

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Eu

Eu sou nada.

A gente não existe,
Nós, é passado do futuro imperfeito.
Seu, é um pronome que não vai aprender comigo.
Meus sonhos é o sonho que voce sonha em ser.

Minha vida é minha Luz.
Meus sonhos são meus caminhos.
Minhas palavras retiro dos olhos que vejo quando olho a Lua.
Seus olhos jamais esquecerei,
Embora seu nome eu custe a me lembrar.

Seu corpo todo,
O tenho desenhado em minha mente,
Cada marca sua ja foi por mim beijada.
De cada virgula sua ja senti o gosto.
Tudo isso, enquanto olhava nos seus olhos.

Seus anseios sei de "cór".
Suas duvidas me alimentam.
O medo em seus olhos é combustivel do meu humor,
Seu riso louco, desenfreado e frenetico,
é musica que gosto de ouvir, suado.

Voce,
não vai ser minha,
ja é.

domingo, 11 de janeiro de 2009

O sistema

que programa o computador que alerta o banqueiro que janta com o presidente que ordena ao ministro que acossa o diretor-geral que humilha o gerente que grita com o chefe que ofende o empregado que despreza o operário que maltrata a mulher que bate no filho que chuta o cachorro.


(Eduardo Galeano - Dias e Noites de Amor e de Guerra)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

05/01/2009

Pensei há dois dias em escrever e desisti. Falta coragem para contar das coisas que sinto e penso.



No quarto

Deito na cama no final da tarde, sem vontade de dormir. O clima fresco me põe aninhado.
Penso devagar em mulheres que já tive ou que desejo. Duas delas me dominam a imaginação:
Uma que tive recentemente e outra, que gostaria que estivesse deitada comigo agora.

O Amante

Como amante, não me comparo em nada a Dom Giovanni ou Dom Juan de Marco. Muito menos a Heráclito.
Adonis, esse sim: Jovem amante dos prazeres femininos.

Ano novo: Mais um.


Do trabalho

As pessoas não sabem e eu não conto: Detesto trabalhar por horror a explorar ou ser explorado. Por isso tenho vontade de uma vida artística ou acadêmica: Ganhar para estudar e para dizer. No final das contas, receber do Governo Federal para aprender e ensinar talvez não seja menos digno do que ganhar para construir o que o tempo destruirá.