quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Câmera ok... Ação!

Neste último final de semana atuei na gravação de um curta-metragem, amigos. Semi-Novo é o nome do filme e abrirá o FestCine deste ano, na primeira metade de novembro.

Acompanhei todos os dias de gravação, numa curiosidade de menino. Nunca tinha ficado em frente a uma câmera com um diretor atrás dela dando instruções e me dizendo o que fazer. O medo era enorme. No final das contas foi bom gravar. Um prazer diferente, muito distindo daquela pressão pré-estréia do teatro, onde tudo pode dar errado. Aliás, deu tudo errado, então fizemos de novo e de novo e de novo... Quantas vezes foram necessárias.

O pior da atuação para cinema é não saber se foi bom ou ruim, logo de cara. O diretor fala: "Bacana, muito bom, é isso mesmo", mas falta o aplauso ou a vaia do espectador, único termômetro confiável de aprovação ou desaprovação na cena teatral.

Além da câmera do filme, havia uma segunda, de making off, registrando tudo aquilo que ninguém quer ver a menos que seja produtor ou sádico.

Situações engraçadas não faltaram, com destaque para o Marcus (meu chará e um dos diretores do filme), rapaz de mais de um e oitenta de altura e que pesa uns cento e dez quilos, escorregando no chão engordurado da cozinha da Cambury e sendo seguro pelo Renato Café, mais ou menos com o mesmo tamanho e peso. Parecia treinamento de sumô.

A equipe era toda bem humorada e o clima de pura descontração, apesar do profissionalismo perene. Tive o prazer de conhecer mais de perto pessoas pra lá de interessantes, como o já citado Renato Café, filho da Ângela Café, que me deu aulas na UFG, e o Marcos Lotufo (quantos Marcos/Marcus, meu Deus!), que toca a Oficina Geppeto, no Setor Pedro, e é um homem pra lá de admirável e astuto.

Enfim, fora a diversão, trabalhei um pedaço de domingo, a remuneração veio a acalhar e agora é esperar ansiosamente pelo resultado desta aventura pelos meios cinematográficos. Será que o Julio Vann topa me dar umas aulas de interpretação para cinema? Seria uma boa, hein? Vamos ver, dia 10/11 temos o resultado.

E, claro, estão todos convidados.

Cordialmente.

Pantaleão.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Comentários a respeito do amor

O amor é a grande dança
das vaidades
assumidas

Se impõe sobre quem quer
se sentir único,
sentir a vida e sentir
o que não é
amor de fato

o amor é poema de Camões
numa tarde de quinta-feira
na aula de literatura
portuguesa, freguesa

Para Camões o amor
é um desfile de parodoxos
que rimam

é ferida que dói
porque o amor sempre encontra na dor
sua rima pobre

é fogo que arde
porque o ardor - Ai, que dor! -
também rima

Verso manco mais
Me vale um amor que rime
com batuque
ou com ternura
e com amizade
- mais até do que com cópula -
e rime com prazer

O amor que
é liberação de
norepinefrina
dopamina
anfetamina
oxitocina
feniletrilanina e
trigocenina
pelo sistema límbico

Que seja amor a nada
como o amor de Drummond

natural, sem poesia
e se for poesia,
todavia,
que seja de Éluard
e nunca de Gullar

sábado, 6 de setembro de 2008

Um Sonho.

“Meus olhos eu fecho, mas os seus estão abertos”.

O que importa não é a cara que você a olha,
Nem a posição da sua boca,
Ou sequer, seu possível sorriso de canto de boca.

Ao olhar uma mulher,
Faça-a sentir beijada.
Que seus olhos se cruzem,
E que você penetre no mais fundo de sua alma.
Que ela se sinta invadida,
E que goste dessa invasão.
Que esse desconforto a traga até você.
E que esse seu olhar,
A faça delirar.
A leve, por instantes,
Aonde ela nunca sonhou,
A sensações que ela nunca vivenciou.
A faça sentir a vida.
De uma forma que ela nunca sentiu.
De uma forma única, amada.
Despeje nela todo amor que você nunca sentiu.
(...)...