sábado, 30 de agosto de 2008

Embebedai-nos!

Sim Sim,
Essa noite o vento úmido de seus lábios,
Sussurrou em meus ouvidos,
Trouxe-me esperança e calor,
e a certeza de uma ótima semana,
a mim, aos meus amigos,
aos meus (possiveis) amores.

Que os bons ventos do destino,
Molhados por nosso Úmido Suor,
Possam guiar o barco da minha vida,
E me levar alem do infinito.
Que a esperança da dor,
Seja apenas uma lembrança,
Sirva apenas de exemplo.
Que suas lágrimas eu não volte a ver.
Que o vento de seu sussuro,
Seja o tempero, tempo e destino...
Embebedai-me, ó vida.
Com seus prazeres e alegrias.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Flagelo e tormento.

Flagelo e tormento.
Posso ser seu sal,
Sua cura.
Seu tempero,
Sua doença.
Quero ser seu homem,
Te sufocar em meus braços,
Te ter tremendo e desesperada.
Sentir cravadas, suas unhas em mim.
Seus olhos fechados procurando o céu,
Sua boca tremula e gelada...
Tuas curvas a guiar minha boca,
Meu sorriso e seus suspiros...
Um arrepio em cada curva,
Lentamente por meus lábios desenhada...
Teu suave pelo roçando meu rosto,
E seu cheiro impregnando meu gosto.
Teu gosto impregnando meu corpo...
Me fazendo sonhar,
Sonhos molhados de nosso suor.
Doce suor que me faz delirar,
Misturando-se com seu gosto amargo,
Mel em meus lábios...
E a vontade de te possuir me domina,
Meus dedos, já não posso controlar,
Como um polvo, me enrosco em seu corpo,
Te domino.
Te beijo, mordo. Amasso e amo.
Amo amassar você.
Sentir seu coração batendo no meu peito,
Na minha boca,
Ao lado dos meus ouvidos...

“...E este texto nunca teria fim...”

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Janaína

Ela é bailarina louca
Dança lenta nos meus braços
Sapatilhas, espartilhos
Rodopios e belos traços

Aprendiz de feiticeira
Tão faceira, tão esbelta
Tão sublime corpo nu
Desenhado pelo esteta

Tão bonitos olhos verdes
Nunca dançam sem ter par
Tendo olhar apetitoso
Cobiçoso a cobiçar

Em meus olhos ociosos
Sua cintura semovente
Envolventes, mente e corpo
Num suborno inconsequente

Quanto quente, sente toda
Sente pele, sente boca
Sente tanto amor-minuto
Sente muito que faz pouca

Sabe o quando de ser tanto
Tanto amor quanto desejo
Tão luxúria quão virtude
Ser de boca em boca o beijo

De ser beijo, unhas, dentes
Riso frouxo, pernas bambas
Fala lenta ao pé d'ouvido
Requebrando um mambo-samba

domingo, 24 de agosto de 2008

Que os Bons ventos do destino,
As aguas de todas as lagrimás choradas em vão,
o sopro de vida do amor,
e a esperança que sempre brota da Dor,
Embebedem essa vida.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Hoje recebi um telefonema da BrasilTelecom, onde participei de um processo de seleção.
Fui reprovado na redação.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Um trovador solitário

Um trovador solitário,
Sentado sozinho sobre o luar.
Nos pensamentos que longe vagavam
Vários corações se perguntavam,
Se chocavam.
Em cada choque uma lembrança,
Um gosto e um cheiro.
Um olhar.
E o olhar é o mais perigoso.
Aqueles corações,
Que de lembrança traziam gostos,
Cheiros e gozos,
Não eram como o olhar.

Quando numa quarta-feira,
Numa tarde de mormaço,
Se encontra um desses corações,
Velhos conhecidos,
Os que trazem cheiros e gostos,
Tocam na nuca, na boca,
Calafrios nas costas...

Os dos olhos,
Você nunca encontra numa quarta-feira,
Ele é de sextas. Sextas de lua cheia.
Prata no céu a brilhar.
E quando se cruzam,
Aqueles olhos não tocam a boca,
Nem a nuca, nem as costas.
Naquele instante, a boca seca,
A nuca estremece,
As costas suam...
Aqueles olhos tocam a alma.
São capazes de tudo,
Podem tudo...

Quando a lembrança desses corações,
Invade os pensamentos,
O trovador se sacode...
Passa a mão na viola,
Olha pra lua prata a brilhar.
E de repente, sente uma presença...
Antes de se virar, escuta um breve “Oi”.
Fecha os olhos, respira fundo...
É sexta-feira...

domingo, 17 de agosto de 2008

Um dia um tolo...

Um dia um louco,
Varrido e desapontado.
Sentado.
Um dia um menino,
Cresceu sem nunca ser mimado.

Um dia um rapaz,
Carente e atordoado.
Um dia homem?
Velho? Formado e responsável?
Dúvidas...

Um dia ela, amor da sua vida,
Outro dia a mesma,
Apenas mais uma.

Um dia a certeza,
Sonho a se realizar.
Outro dia a dúvida,
Morte pra que,
Se posso viver livre.

Textos se formam por palavras,
Palavras partem de pensamentos,
Mudam pensamentos,
Sentimentos.
Pensamentos mudam sentimentos,
Sentimentos mudam pessoas,
Pessoas mudam o mundo,
Pensamentos mudam o mundo.
Escrevo cada dia mais e com mais afinco. Estou perdido em tantos personagens que nem sei seus nomes. Sobem uns sobre os outros e falam todos ao mesmo tempo, não consigo compreender tudo o que me dizem. Mas pego pedaços soltos, esparsos pensamentos válidos e incorporo. Então eles protestam: "Epa Essa fala é minha!" Brigam por seus direitos de autoria, num senso comum incomum.

É claro que eles têm vida própria, cada um sua história e seu próprio modo de dizer mais do mesmo. No mais são mesmo lirismos à flor da pele, exaustos por tanto pensar em como serem vivos. Afinal, só podem estar vivos em pensamento, e pra isso precisam ser bons. Tudo o que não é bom deve um dia morrer de esquecimento.

Do que eles falam? Ora, vá ler Quintana! O Quintana disse que o poeta fala sempre de outra coisa. Se não entendeu não faz mal, o burro sou eu. Mas acho que eles falam sempre de mim. Vou te contar um segredo, mas não conta pra ninguém: Eles pensam em mim o tempo todo. rs Fico até tímido com isso. São uns insensatos, mas ao menos não são insensíveis como quem lê este texto.

É fácil falar de mim se não assino. Meus pensamentos torpes, vis, viram coisa de outro, um desprezível. Eles não sabem o que fazem, pobres marionetes na mão de um Deus mesquinho. Destruo e construo personalidades absurdas a cada minuto, tijolo por tijolo, sílaba por sílaba, verbo e substantivo.

Falando em substantivo, que texto adjetivo o de baixo... detestável! Bom, deixa eu ir, daqui a um pouco alguém quer escrever aqui por estes dedos. Pra que tanto dedo, meus Deus? Mas minha cabeça não os acompanha.

Vou saindo à francesa, foi um prazer. Prometo aparecer por aqui sempre. Com licença.

Poeminha Trágico

A vida do lúdico
Num mundo tão áspero
Mandado por céticos
Sem sonho nem lástima
Se mostra luta épica

Os homens são cínicos:
Desfazem mil pétalas
Em prantos de lástima
Em cima da lápide
Pois morre a poética

Os deuses mais sátiros
Com risos implícitos
Se zombam dos súditos
Da novela trágica
Da vida sem dádiva

E um povo tão pérfido
Se passa por tímido
Esperando atônito
Pelo beijo cálido
da dama mortífera.

Nos sobra uma dívida
Sem azo nem lógica:
Viver nossa sôfrega,
Desmedida e lúgubre
Pobreza de espírito.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Convicção

Ainda penso que as mulheres são os únicos motivos palpáveis de nossas vidas.
O resto é metafísica.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A Elas.....


Eu sou forte,

Sempre fui e sempre vou ser
E aprendi muito com isso tudo...
Aprendi que ninguém é grande o bastante...
E que por mais que você saiba uma coisa (como eu sei varias),
não adianta, se quem precisa não é você...
Homem não presta. Não é novidade, nem que mulher é burra. E é burra mesmo, só que cada dia que passa me surpreendo, vejo caras que não prestam mais do que achei ser possível, e mulheres mais burras do que pude imaginar.
Sabe, mulher gosta de apanhar e hoje sei porque. Porque quem bate é menino, é moleque... Menino que gosta de ficar contando vantagem, mostrando que é superior, e mulher gosta de se rebaixar, de levar na fuça e abaixar a cabeça, gosta de sofrer porque tem medo de descobrir o que realmente é ser mulher.
E tem mais, muito mais...
Daria uma vida inteira aqui falando.
Mas me diz, pra que?
vocês todas, sem exceção que eu conheça, são burras e infantis. Foram educadas pelos seus pais assim. Por mais que tentem o contrario, continuam sendo submissas, precisam disso e por mais que neguem, correm atrás disso. E vão continuar assim sempre...

Porque?

porquê vocês foram educadas assim... Aprenderam a “pensar livremente” assim. Entende? Castradas mentalmente mesmo... Acho que até Deus tem medo das mulheres, pra deixá-las assim, tão tapadas. Sério...

Quanto a mim? Vou continuar acreditando em muita coisa, e não acreditando em ninguém a minha verdade é certa? Não. Não há verdade. Nada me decepciona. Se amanha UMA me disser q chorou por causa de algum CANALHA, ou se OUTRA me disser que vai se casar, na verdade vocês vão apenas confirmar que mulher não tem salvação mesmo... Não nasceu pra pensar e sim pra apanhar. Que não sabem aprender quando alguém erra, que na verdade, nunca aprendem...

Raiva e dó, só isso que sinto.
Raiva, porque por mais burras que sejam, por mais tapadas e cegas que insistam em ser nunca vão QUERER sair dessa... Por que?
Porque o único medo que vocês tem, é de ser feliz.

Uma coisa eu garanto:
- Nunca mais digo nada do que disse aqui, nunca.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Romance Matinal

Numa casa um livro
Dentro dele uma casa
Uma família
Um cachorro
Uma cozinha
Uns quartos, copas e salas

Um filho virtuoso
Um piano a mercê
Uma empregada de avental
Uma filha bonita e doce
Uns olhos verdes
Pães-de-queijo no café da manhã

Um quintal
Jaboticabas
Bem-te-vis
Sempre-vivas
Amores-perfeitos

Uma cidade
Ruas
Praças
Escolas
Crianças
Automóveis

Uma noite
Bares
Jogos
Bordéis

Um beco
Um tiro
Uma nota nos jornais.