quarta-feira, 25 de junho de 2008


Des-compromisso é a palavra de ordem do dia. E como não sou certo, vou começar pelo lado errado. Começo contando o que vou escrever. Será um texto livre, longe de qualquer julgamento e qualquer preconceito ou preceito meu. Longe de meus gostos, minhas vontades e minhas saudades. Um texto só. Nu.

Pronto.

domingo, 22 de junho de 2008

Não digo. Vivo e sinto.

É simples oras. A vida é complicada! O ser humano é complicado. Ainda mais quando inventa coisas, fantasia com magia, como quando, por exemplo, diz “amar”. Amar... Até parece. E falam com uma certeza como se realmente soubessem o que é isso. Como se estivessem certos disso. Ainda bem que nunca disse que amava, quer dizer, já disse, hoje não digo... E se alguém tem provas do contrario, apresente-as.
Não digo que amo, por que dizer: “Eu te amo”, é muito fácil. Acho que é a terceira coisa que aprendemos a falar. A primeira é mamãe, depois papai, depois, tem sempre um besta que nos ensina a dizer “te amo”. E morri de rir quando você aprende. E eles riem, por que não entendem a realidade daquilo que aquela criança diz. Depois que se cresce, se “desaprende” a amar, se é que alguma vez já se aprendeu. Mas enquanto crianças amávamos muito mais do que agora. Amávamos mais, porque amávamos livremente... Há tempos não vejo alguém encher os olhos de luz ao dizer, olhando nos olhos da pessoa amada, EU TE AMO. Lembro que da última vez que vi, presenciei um dos momentos de maiores êxtase da minha vida. Nossa, foi lindo.
E é por isso que insisto: as pessoas inventam que amam. Não conseguem mais ser livres, amar e amar simplesmente. Amar por amar. Vivem pedindo provas de amor, e quando as tem, não percebem que não há amor ali, apenas provas. Porque amor (e quem sou eu para falar disso?) não se prova, não se mede ou se mostra. Amor se vive, se sente. Se deixa levar...
Amar é ser livre...

E depois de tudo esse discurso... Confesso com um certo ar de culpa:
A ultima vez que ouvi um “eu te amo”, como esse que disse ai em cima, não tem muito tempo e não sei como estavam os olhos de quem disse, mas ahh... Os meus pareciam duas piscinas brilhando repletas de água.

E sabendo do susto de quem lê esse texto, agradeço e peço desculpas (pelo susto).
Porque quem sabe daqui a uns 1000 anos, eu releia esse texto e ache que realmente eu não amava. Vou estar totalmente errado se pensar isso, a começar, porque amor não se pensa, se sente, e isso daria outro texto...

E é por isso, que não digo, sinto e exponho: Te amo.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Um texto puro (Titulo adap. de Marcus)

Estou sentado na frente de um computador, com um milhão de idéias na cabeça e sem saber por onde começar.
Pensava em escrever sobre minha atual condição. Sobre minha paixão e meu modo de levar a vida hoje. Tentando viver cada dia o mais intensamente possível. Este dia não voltará, as coisas que não fizer hoje, não serão as mesmas se feitas amanhã. Amanhã é outro dia, amanhã terei mais coisas para fazer, outras tantas para viver. Mas não penso no amanhã. Não mas. Aprendi, com uma pessoa hiper-especial, a ver cada dia como único, vive-lo como último e aproveitar cada gota do néctar da vida nesse dia. Essa pessoa me fez acreditar em sentimentos que acreditei serem hipotéticos. Fez-me ver a vida com mais leveza, mais simplicidade, mais amor. Fez esse menino crescer. Ver e encarar os fatos como um homem, sem medo, mas pronto para arcar com as conseqüências de suas escolhas. E conseguiria escrever mais umas 100 folhas, falando tudo o que aprendi com essa mulher – uma grande mulher -, e ainda esqueceria algumas coisas. Minha idéia, ao pensar esse texto, era tentar dizer como estou bem, mostrar a todos um pouco da minha enorme felicidade. Tentar colocar, transpor para palavras, o sorriso meio bobo que preenche meu rosto. Fazer com que vocês entendam.
Não consegui.
Vocês não entenderiam como é estar como estou hoje,
Não entenderiam como é sorrir sem motivos,
Rir para qualquer criança que passe na rua e olhe em seus olhos,
Ver, em cada nuvem, uma historia, conto de fadas, lindo.
E saber que nem tudo precisa de final feliz pra ser bonito,
Entender que ás vezes a distancia aumenta a proximidade,
E dar outro significado a saudade,
Aprender que saudades às vezes a gente não mata com um abraço,
E que ás vezes a gente nem mata. Nem com horas de conversa a fio.
E que ás vezes um abraço é só o que você precisa.
Aprendi a amar com outros olhos,
Entendi que amar não é ser dono.
Amar a felicidade do outro, rezando para fazer parte dela,
Mas continuar feliz, caso não faça.
Rir a cada minuto um sorriso bobo, meio de lado...
Um sorriso sincero, como quando enquanto criança,
Ganhávamos doce dos nossos padrinhos.
A alegria de ver em cada dia, a oportunidade feita,
De se deliciar em doces e alegria.
Viver, como já diriam os sábios e mais tarde eu entenderia,
“Sem ter a vergonha de ser feliz”
Mas, vocês não entenderiam. A satisfação do abraço esperado,
A dor na lagrima q cai do rosto do outro.
Trocar a duvida do amanha, pela certeza do que se pode fazer hoje.
E viver, viver sempre e muito bem o hoje.
Porque não sei nada sobre o amanhã,
Não sei o que vou ser, o que vou fazer e as coisas que vão acontecer.
Mas sei o que quero ser, sei o que quero fazer e sei o que quero que aconteça.

Beijos, Obrigado.
Amo.