sábado, 12 de abril de 2008

Meu corpo exala
Aquele Odor confortável,
Um cheiro de 2. Excitante,
Cheiro de Poesia.

Minha boca está seca,
Perdeu seu sabor,
Tamanha confusão de gostos
Que tem experimentado.

Meu corpo, cansado.
Mal suporta seu próprio peso,
Ando pesado,
Vocês tem me sugado.

Ah! Mas não reclamo
Amo de todo meu ser
Essa ressaca Boêmia,
Esse meu peso,
Que me deixa leve
Quase que flutuando enquanto durmo.

Se não flutuo,
É que minha consciência, às vezes pesa,
Ás vezes.
Vezes que esqueço,
Quando seus olhos miram os meus.

Me sinto fisgado,
Apaixonado, Louco de Amor,
Capaz de tudo para que você me tenha.
Para sentir o gosto da sua boca,
Embriagar-me no mel de teu corpo,
Como um louco sedento.

Te dou uma chance. Te faço um pedido:
-- Me faça Amar-te!
Quero perder-me eternamente em você.

Mas isso passa, tudo e todas sempre passam.
Continuo só.
Meu corpo, brinquedo nessas mãos.
E eu deixo, me deixo usar
Meu preço:
Conhecer seus cheiros,
Colecionar seus beijos.
Amar ver o Prazer, Doentio, em seus olhos.

Fernando Mota

terça-feira, 8 de abril de 2008

Manifesto.

Porque, o que sou
Não depende de você
Não lhe diz respeito.

As mulheres que conheço,
As camas em que deito,
Bocas, rostos e cheiros
Nada disso lhe diz respeito

A minha alegria,
Meu contato com a Vida,
Minha vida dentro de outras,
Meu “quase-morte” em outro corpo,
Isso, não lhe diz respeito.

E se hoje não quero ninguém,
Se meu corpo não quer outro,
Não é carência ou tristeza ou fracasso,
É cansaço.
É tempo, Templo para contemplar:
A mim, ao mundo, a Natureza Divina.

Porque de tudo que faço,
Nada mais é por você,
Nada é para você.
Até porque, você não esta ai, ou aqui.
Você (in)existe dentro de cada ser,
Mora na falta de brilho no olhar,
Na tristeza que transparece,
Transcende o sorriso.

Porque você é a Tristeza,
E nada, do que sou, penso e falo,
Nada disso, lhe diz Respeito.